Tribunais do Brasil e de Portugal ao entardecer

Direito Internacional

Reconhecimento de Sentenças

Brasil e Portugal

Uma decisão proferida em um país nem sempre produz automaticamente efeitos jurídicos no outro. Atuamos no reconhecimento de decisões brasileiras em Portugal e portuguesas no Brasil.


Advogado inscrito em Portugal (OA 66429C) e no Brasil (OAB/SP 303.380).

Por que o reconhecimento pode ser necessário

Uma decisão.
Dois sistemas jurídicos.

O procedimento de reconhecimento ou homologação de sentença estrangeira serve para permitir que uma sentença judicial proferida em um país seja reconhecida e produza efeitos em outro. 

Com escritórios no Brasil e em Portugal, a Hissi & Bergossi oferece suporte especializado para o intercâmbio legal e judicial entre estes dois países.  

Quando uma decisão pode precisar ser reconhecida no outro país?

O reconhecimento de decisões estrangeiras não se limita ao divórcio. Diferentes relações familiares, patrimoniais, civis e comerciais podem exigir providências entre Brasil e Portugal.

01

Divórcio e estado civil

Decisões de divórcio que precisam produzir efeitos no outro país, inclusive para regularização do estado civil.

02

Responsabilidades familiares

Determinadas decisões envolvendo guarda, reconhecimento de filiação, convivência, alimentos e outras relações familiares.

03

Partilha, inventário e sucessões

Decisões relativas à divisão de patrimônio, inventários e direitos sucessórios que precisem produzir efeitos no outro país.

04

Obrigações e cobranças

Sentenças que reconheçam créditos, obrigações, indenizações ou outros direitos patrimoniais.

05

Relações empresariais

Decisões oriundas de relações contratuais ou empresariais que necessitem produzir efeitos no exterior.

06

Estado e direitos pessoais

O exercício de direitos transnacionais exige análise prévia de validade e viabilidade jurídica.

Nem toda decisão estrangeira exige o mesmo procedimento. Tratados internacionais, legislação específica e a natureza da decisão podem alterar a forma de reconhecimento aplicável ao caso concreto.

Natureza do procedimento

O reconhecimento não significa julgar novamente o processo

Em regra, o procedimento de reconhecimento não existe para repetir a discussão já decidida no país de origem. A análise concentra-se na possibilidade de aquela decisão ser reconhecida e produzir efeitos perante o outro ordenamento jurídico.

Por isso, antes de iniciar qualquer medida, é necessário verificar a natureza da decisão, sua origem, seus efeitos pretendidos e qual procedimento é juridicamente adequado.

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre sentença estrangeira

Não necessariamente. Dependendo da natureza da decisão e do efeito pretendido, pode ser necessário promover o seu reconhecimento em Portugal antes que ela produza efeitos jurídicos no país.

Também não necessariamente. Algumas decisões podem exigir reconhecimento perante a autoridade brasileira competente, enquanto outras podem estar sujeitas a regimes específicos.

“Reconhecimento” é a expressão mais ampla. No Brasil, utiliza-se frequentemente a expressão homologação de decisão estrangeira. Em Portugal, o procedimento judicial típico é denominado revisão e confirmação de decisão estrangeira.

Em diversas situações, sim, especialmente quando é necessário atualizar o estado civil ou produzir outros efeitos jurídicos em Portugal. A situação concreta deve ser analisada para identificar o procedimento aplicável.

Depende da natureza e do conteúdo da decisão. Há situações em que o reconhecimento pode ocorrer de forma simplificada e outras em que será necessária atuação judicial.

Não. O reconhecimento de decisões estrangeiras pode envolver questões familiares, patrimoniais, sucessórias, contratuais, empresariais e outras matérias relativas a direitos privados.

Não, o procedimento de reconhecimento não tem por finalidade repetir integralmente o julgamento realizado no país de origem, mas verificar a origem, hígidez e validade da decisão estrangeira.

Normalmente não. Muitos procedimentos podem ser conduzidos mediante representação por advogado, dependendo da natureza do caso e das providências necessárias.

Nos procedimentos judiciais de reconhecimento, a representação por advogado pode ser obrigatória. Em Portugal, por exemplo, a ação de revisão e confirmação tramita perante Tribunal da Relação e exige constituição de advogado.

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